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domingo, 11 de abril de 2010

Urreta marca, é campeão do Uruguai e fica a torcer pelo Benfica

O Benfica está na frente da corrida para levantar o ceptro nacional. Na terça-feira, a formação encarnada procura dar um passo de gigante no clássico frente ao Sporting. Urretaviscaya, do outro lado do Atlântico, sorri com dupla felicidade.

O extremo rumou ao Uruguai por empréstimo, em Janeiro de 2010. Neste sábado à noite, com a camisola do histórico Peñarol, Urreta conquistou o Torneio Clausura do país sul-americano. Agora, fica a torcer pelo Benfica de Jorge Jesus.
No jogo decisivo, o jogador emprestado pelas águias assumiu papel decisivo. O Peñarol defrontou o Fenix, actual segundo classificado, e começou a perder. Martinuccio empatou e Urretaviscaya, logo após o intervalo, confirmou a reviravolta (1-2)! A três jornadas do final, tudo resolvido.


Jonathan Urretaviscaya fez apenas um jogo na Liga 2009/10, mas bastou. Os adeptos encarnados foram surpreendidos com a exibição do veloz uruguaio no clássico frente ao F.C. Porto, resolvido com um golo de Javier Saviola (1-0).
O seu destino, contudo, já estava traçado. A 20 de Dezembro, empolgou frente aos dragões. A 12 de Janeiro, viajava para representar o Peñarol, por cedência até final da época. O avançado, com apenas 20 anos, quis acumular minutos para sonhar com o Mundial de 2010.
No campeonato uruguaio, Urreta marcou um total de quatro golos, dois deles frente à anterior equipa, o River Plate de Montevideo



Real Madrid 0-2 Barcelona

No duelo entre os dois melhores do Mundo, Cristiano Ronaldo e Messi, o melhor no Santiago Bernabéu foi...Xavi. O Barcelona, sob a batuta do médio, foi sempre mais equipa do que o Real Madrid e descolou no topo da classificação com uma vitória inequívoca (2-0) com golos de Messi e Pedro. Os milionários merengues perdem terreno no único objectivo que lhes resta neste final de temporada e as bancadas voltaram a pedir a cabeça de Pellegrini.



Apesar dos olhos e as câmaras estarem concentrados nas individualidades, foi o colectivo que decidiu o clássico que já não é só de Espanha, mas de todo o planeta. Neste capítulo, o Barça foi sempre muito mais equipa, fazendo a bola circular com sentido, contra um Real Madrid que respondia com pontapés em profundidade à espera das arrancadas de Cristiano Ronaldo e Higuaín. A primeira parte, contra todas as expectativas, foi pouco emocionante, mas já a tornar evidente a superioridade táctica do Barça com Pep a surpreender ao colocar Daniel Alves no lado direito do meio-campo. Pellegrini também procurou inovar, com Van der Vart no lugar de Kaká, uma solução que nunca deu frutos.
O Barça ganhou vantagem aos 33 minutos numa rápida tabela entre Messi e Xavi, com o argentino a receber com o peito e a bater Casillas com um remate de pé direito. O Real Madrid tentou reagir, Cristiano Ronaldo teve uma oportunidade para testar o seu livre «Tomahawk» (acertou na barreira), mas foi o Barça que voltou a marcar, no início da segunda parte, com mais uma assistência de Xavi para Pedro concluir.
Não houve mais golos, mas a segunda parte teve mais qualidade, com o Barça sempre na mó de cima diante de uma Real cada vez mais descaracterizado. Messi contou com mais duas oportunidades soberanas, ambas a passes de Xavi, mas Casillas evitou uma vergonha maior. Pellegrini ainda lançou Guti, Raul e Benzema, Guardiola respondeu com Iniesta, mas pouco mudou no relvado.
O Barcelona passa a somar mais três pontos no topo da classificação, que na prática são quatro (o Barça também venceu no Camp Nou, por 1-0), quando faltam apenas sete jornadas para o final.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Messi 4 - 1 Arsenal


A mitologia grega conta a lenda de Midas, o homem que transformava em ouro tudo aquilo em que tocava. O seu sucessor dos tempos actuais parece morar em Barcelona. Lionel Messi, em 2009 galardoado pela FIFA como o melhor jogador do mundo, tem feito jus ao epíteto e continua a dar espectáculo atrás de espectáculo.
Depois dos «hat-tricks» recentes para a Liga espanhola, chegou a vez da Liga dos Campeões. E com bónus. Um «poker» a coroar uma exibição impressionante. Quatro golos, todos eles reveladores da extrema qualidade do argentino.
O primeiro acto decorreu na primeira parte. Aos 21 minutos, o argentino a quem todos gabam a classe, mostrou que também é capaz de abrir fendas com o uso da força. Remate portentoso à entrada da área, após um mau corte de Silvestre e Almunia estava batido. Aos 37, lembrou que é exímio a ler o jogo. Depois de desmarcar Keita na esquerda, foi à área aproveitar o mau corte da defesa do Arsenal e, oportunista, bisou. Fechou o turno aos 42, num lance onde, aí sim, veio ao de cima toda a classe que se lhe reconhece. Aproveitando o passe de cabeça de Keita, correu vários metros com a bola controlada e fez um chapéu perfeito a Almunia.
A inspiração de Messi veio em boa altura, diga-se. É que o Arsenal já estava em vantagem no marcador. Wenger havia prometido uma equipa lançada em busca de um golo madrugador. Na verdade, seja por mérito do Barcelona ou incompetência londrina, os ingleses nunca conseguiram assustar verdadeiramente os catalães, quanto mais sufocar. Mas não foi por isso que o desejado golo madrugador não apareceu. Milito facilitou, Diaby roubou-lhe a bola, deu para o «supersónico» Walcott e este assistiu Bendtner. O dinamarquês permitiu a defesa a Valdés no primeiro remate, mas, na recarga, não perdoou.
Depois...bem, depois houve o referido «show» de Messi. E esse vale o bilhete.




Pedro Rodriguez antes do «encore» argentino
Como é tradição, depois da tempestade, surge a calmaria. O «furacão» Messi não deixou pedra sobre pedra no Arsenal e o intervalo veio acalmar as hostes. O argentino esteve bem mais apagado no segundo tempo, prejudicado pelo futebol mais retraído da sua equipa. Quando Guardiola trocou Bojan por Touré a confirmação estava dada. Não há espaço para novo susto. A receita de Londres permitiu ao técnico espanhol encontrar a dose certa de conservadorismo. O resultado serve, é preciso segurá-lo.
E o Arsenal não conseguiu encontrar armas para combater o esquema catalão. Wenger lançou Eboué e Eduardo, mas os resultados não se vislumbraram. E a melhor oportunidade foi mesmo do Barcelona. Num lance parecido com o que deu a vitória ao F.C. Porto frente aos «gunners» nos oitavos-de-final, Messi cobrou rapidamente um livre e isolou Pedro Rodriguez. O «canterano» tentou o chapéu a Almunia, mas atirou ao lado.
Já com o público a gritar «Olés», extasiado por mais uma noite de sonho do Barcelona, surgiu o «encore» de Messi. Arrancou pelo centro, deu cabo dos rins a Eboué, enganou Vermaelen e, à segunda, bateu Almunia. Bonito final de festa.
O Barcelona continua na rota certa para a final de Madrid, onde se poderá tornar bi-campeão europeu. Segue-se José Mourinho e o Inter de Milão. Messi, esse, começa a esgotar os adjectivos. Para evitar repetições inúteis, um título que ganhou esta noite: é o melhor marcador da Liga dos Campeões, com oito golos, superando...Cristiano Ronaldo.

Naval 2 - 4 Benfica

O Benfica segue imparável na caminhada rumo ao título e voltou a repor, esta segunda-feira, a vantagem sobre o Sp. Braga em seis pontos. Depois de uma falsa partida, que permitiu à Naval chegar aos 10 minutos de jogo com dois golos de vantagem, a reacção encarnada foi fortíssima, bastando sete minutos para chegarem ao empatem, para, ainda antes do intervalo, darem por consumada a cambalhota no resultado. Há quase quatro meses (frente ao Olhanense) que o Benfica não sofria dois golos num jogo e a Naval foi a quarta equipa a conseguir esse feito.

Jorge Jesus prometeu mexer na equipa apenas em função de eventuais problemas físicos - com a excepção, óbvia, da troca de Júlio César por Quim - e, por isso mesmo, Luisão acabou mesmo por alinhar, depois de um teste decisivo no aquecimento. Assim sendo, a presença de Rúben Amorim no onze em detrimento de Ramires ou de Weldon em vez de Carlos Martins, para fazer companhia a Cardozo na frente, levando ao recuo de Aimar para o meio-campo, só podem ser entendidas como opção técnica.
Fosse como fosse, a equipa da Luz entrou muito mal na partida, desconcentrada e displicente, e a Naval, astuta a sair para o ataque em contra-ataque, aproveitou para se colocar em vantagem. Primeiro foi Fábio Júnior que explorou a hesitação de David Luiz e fez um golo de um ângulo proibido para Quim, pouco depois, numa jogada de novo com o brasileiro em destaque foi Bolívia quem finalizou perante o olhar incrédulo dos apaniguados encarnados que quase esgotaram a lotação do Municipal Bento Pessoa.


Weldon na viragem e poupanças para Liverpool
A reacção do Benfica não se fez esperar. Com Weldon a viver uma noite de inspiração - Jesus soube em por que o colocou de início -, o empate chegou num espaço de sete minutos, com o brasileiro a assinar os dois golos depois de a Naval ter sido completamente encostada às cordas. O ritmo abrandou um pouco mas os líderes do Campeonato mantiveram sempre a baliza de Peiser debaixo de mira, pelo que foi com grande naturalidade que a reviravolta foi consumada pelo pé esquerdo de Di Maria. Missão cumprida, ainda antes do intervalo.
O quarto golo, de Cardozo, permitiu ao técnico dos encarnados colocar em marcha finalmente o plano de poupanças para Liverpool. Weldon saiu esgotado e a coxear, dando lugar a Carlos Martins, seguindo-se Pablo Aimar, rendido por Ramires. Mais tarde, Fábio Coentrão foi descansar para entrar Sidnei. Numa postura essencialmente de gestão, o Benfica ainda ameaçou o quinto golo, numa bola à trave, num livre de Carlos Martins, para, pouco depois, Cardozo também ter ficado próximo de bisar na partida. Agora sim, a águia já pode virar atenções para Anfield Road.

sábado, 3 de abril de 2010

Estilo a mais e jeito a menos, no pior livre directo do ano

Bida (Vitória Bahia) fez má figura diante do Náutico


Estilo irrepreensível, concretização deplorável. Assim se resume um livre directo marcado por Bida, médio do Vitória da Bahia, frente ao Náutico.

O estilo é de Roberto Carlos, ainda que Bida remate de pé direito. Passos curtos a iniciar a marcha, e depois aceleração para a bola. A famosa «táctica dos três dedos», que para quem não sabe significa rematar com três dedos mais exteriores do pé. O problema é que o remate foi tudo menos isso. Aliás, Bida deve ter rematado com a parte interior do pé, e não com a exterior. O livre directo acabou por transformar-se em lançamento lateral.

Veja o vídeo:

Chelsea vence o jogo do título

O Chelsea foi até Old Trafford bater o Manchester United por 2-1 e destronou os "red devils" da liderança da Premier League. Os "blues", agora com mais 2 pontos que o rival deste sábado, venceram justamente com golos de Joe Cole, de calcanhar, e de Drogba, este em claro fora-de-jogo. Macheda, após assistência de Nani, ainda reduziu mas o tento foi insuficiente.



sexta-feira, 2 de abril de 2010

Saiba quem é o craque do futuro para Zidane

Antigo jogador aposta em Eden Hazard e contratava-o «de olhos fechados»


Zinedine Zidane já pensa no futuro. O ex-jogador do Real Madrid e assessor de Florentino Pérez disse em entrevista ao jornal «Marca» que, para si, a próxima estrela do futebol mundial é Eden Hazard, a jovem promessa belga que joga no Lille. E como pensa no futuro, Zidane já aconselhou ao Real a contratação do médio.

«Levaria Hazard para o Real de olhos fechados», comentou o francês, em entrevista à «Marca». Para Zizou, Hazard encaixar-se-ia na perfeição no clube «merengue».
Hazard renovou há pouco tempo o seu contrato com o Lille até 2014. Um pormenor importante para a realização dos desejos do antigo craque francês.

Veja alguns momentos de Eden Hazard