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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Águias sofreram para voar

Teatro de sonhos na Luz, com o título cada vez mais real, depois da vitória do Benfica sobre o Sporting no 282º derby da história, com golos de Cardozo e Aimar. A pesada derrota em Liverpool não ensombrou o Benfica, o Sporting não se vingou da meia-final da Taça da Liga e, a quatro jornadas do final do campeonato, os encarnados lideram com seis pontos de vantagem sobre o Sp. Braga e podem encarar a meta com outra serenidade, mesmo a deslocação ao Dragão na penúltima ronda.

Óscar Cardozo, o homem-golo dos encarnados e da prova, assinou o 21º na presente edição, numa altura em que se linmitava a resistir em campo. O paraguaio, que sofreu uma falta de Grimi para castigo máximo, pouco antes do golo, aguentou e, aos 68 minutos, empurrou a equipa para a frente, concluindo um remate cruzado de Fábio Coentrão. Aimar, 11 minutos depois, carimbou a vitória com um grande golo, após desembaraçar-se de Grimi e Rui Patrício.
Sem Maxi Pereira, castigado, e Saviola, ainda limitado, o Benfica conseguiu recuperar «in extremis» o central Luisão, que já em pleno relvado da Luz realizou o derradeiro teste, com Sidnei de prevenção. David Luiz reocupou o lugar no eixo, depois da passagem pela esquerda em Liverpool, enquanto Carlos Martins deixou Aimar no banco. Éder Luís, uma «espécie» de Saviola, foi a (má) surpresa de Jesus para jogar ao lado de Cardozo.
Já Carlos Carvalhal reforçou o miolo defensivo com Pedro Mendes e Miguel Veloso, avançando João Pereira no terreno, que jogou à frente de Abel. Liedson foi o único homem destacado para a frente e a estratégia deu frutos, mas apenas na primeira parte.
Cinco cantos a favor do Sporting contra um do Benfica em 20 e pouco minutos reflectiam nesta fase inicial o muito que os leões conseguiam criar e as águias não foram capazes. Mais rápido, determinado e menos óbvio, o Sporting explorou o terreno contrário, aproximando-se com perigo da baliza de Quim e atacando ainda mais os nervos de um Benfica já de si pressionado, lento na resposta e perdulário onde não podia.
O primeiro sufoco deu-se logo aos dez minutos, na sequência de canto, com Quim a sair mal da baliza e Carriço a cabecear para fora. Um primeiro aviso de alguns que se seguiriam. Uma perda de bola de David Luiz nos minutos seguintes, quando tentava ganhar uma falta, podia ter resultado no pior, a seguir Javi García perdeu em zona proibida e João Pereira rematou ao lado do poste direito.
Com o futebol a diminuir e a tensão a crescer, sucederam-se as faltas e as paragens. Foram cinco minutos de alta voltagem até ao intervalo, com picardias pelo meio, empurrões dentro da pequena área, uma bola ao poste e dois «penalties» reclamados. João Ferreira esteve correcto na análise a todos.


Aimar para brilhar
Como da noite para o dia, assim foi a segunda parte. O Benfica trocou o apagado Éder Luís por Pablo Aimar. Ganhou o Benfica, ganhou o espectáculo, com as diferenças claramente em cima da mesa desde o minuto inicial. No Sporting, Pedro Mendes, que terminou a primeira parte em dificuldades, reentrou na partida.
O camisola 10 trouxe a dinâmica que faltava ao Benfica, a qualidade e a decisão. O reatamento iniciou com Fábio Coentrão a atirar uma bomba por cima da baliza de Rui Patrício, um aviso claro que esta segunda parte em nada seria como a primeira.
Luisão escapou a um vermelho directo por falta duríssima sobre Liedson, um primeiro erro que não morreria solteiro, aos 48 minutos, mas que por si só não justifica o resultado.
O Sporting da primeira parte nunca se encontrou na segunda e a prová-lo um único remate perigoso, por Abel, mas que Quim se encarregou de defender. O domínio total dos encarnados materializou-se em golos e na convicção de que este derby tinha de colocar a equipa mais perto do título.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Maxi López festeja...à galinha



Maxi López esteve em evidência no passado domingo com um golo em pleno Giuseppe Meazza, frente ao AC Milan. O avançado argentino, que chegou a estar nas cogitações do Benfica, marcou o primeiro golo do Catania, que acabou por empatar (2-2). Após o tento, Maxi celebrou efusivamente e, diga-se, com nota artística...

domingo, 11 de abril de 2010

Chelsea apura-se para final da Taça



O Chelsea apurou-se no sábado para a final da Taça de Inglaterra depois de bater o Aston Villa por 3-0. Os golos da partida foram apontados apenas na segunda parte, por Drogba, Malouda e Lampard.

Inter marca passo em Florença



O Inter deslocou-se ao Artemio Franchi, reduto da Fiorentina, para empatar 2-2. A formação de Florença marcou primeiro, através do ex-avançado do Benfica Keirrison, mas dois golos em sete minutos (por Milito e Eto'o) deram a vantagem aos milaneses. Vantagem desfeita segundos depois pelo cabeceamento de Koldrup. Com este empate, o Inter fica à mercê da Roma no topo da classificação.

Manchester Utd contrata prodígio mexicano

O Manchester United anunciou nesta quinta-feira que chegou a acordo para a contratação de Javier Hernandez. O avançado mexicano de 21 anos, actua no Chivas de Guadalajara, e é conhecido por «Chicharito» (veja alguns lances no final da página). O valor da transferência não foi divulgado.

A transferência está pendente dos exames médicos a realizar por Javier Hernandez e ainda da aquisição de uma licença de trabalho. Se esta for garantida, o mexicano ser+a jogador do United a partir de Julho de 2010.
No acordo entre o Man U e o Chivas está previsto um encontro entre os dois clubes, no México, numa partida que servirá de inauguração ao novo estádio do Chivas, com capacidade para 45 mil espectadores.
O treinador do Manchester Utd, Alex Ferguson, está satisfeito com o acordo por Javier Hernandez. «Estou muito contente por trazer este ponta-de-lança excitante, que tem estado a marcar golos quer pelo clube, quer pela selecção», disse o técnico escocês, citado pelo site do clube.
«Será um grande reforço para a equipa e estamos ansiosos por dar as boas-vindas ao nosso primeiro jogador mexicano», acrescentou Ferguson.

Urreta marca, é campeão do Uruguai e fica a torcer pelo Benfica

O Benfica está na frente da corrida para levantar o ceptro nacional. Na terça-feira, a formação encarnada procura dar um passo de gigante no clássico frente ao Sporting. Urretaviscaya, do outro lado do Atlântico, sorri com dupla felicidade.

O extremo rumou ao Uruguai por empréstimo, em Janeiro de 2010. Neste sábado à noite, com a camisola do histórico Peñarol, Urreta conquistou o Torneio Clausura do país sul-americano. Agora, fica a torcer pelo Benfica de Jorge Jesus.
No jogo decisivo, o jogador emprestado pelas águias assumiu papel decisivo. O Peñarol defrontou o Fenix, actual segundo classificado, e começou a perder. Martinuccio empatou e Urretaviscaya, logo após o intervalo, confirmou a reviravolta (1-2)! A três jornadas do final, tudo resolvido.


Jonathan Urretaviscaya fez apenas um jogo na Liga 2009/10, mas bastou. Os adeptos encarnados foram surpreendidos com a exibição do veloz uruguaio no clássico frente ao F.C. Porto, resolvido com um golo de Javier Saviola (1-0).
O seu destino, contudo, já estava traçado. A 20 de Dezembro, empolgou frente aos dragões. A 12 de Janeiro, viajava para representar o Peñarol, por cedência até final da época. O avançado, com apenas 20 anos, quis acumular minutos para sonhar com o Mundial de 2010.
No campeonato uruguaio, Urreta marcou um total de quatro golos, dois deles frente à anterior equipa, o River Plate de Montevideo



Real Madrid 0-2 Barcelona

No duelo entre os dois melhores do Mundo, Cristiano Ronaldo e Messi, o melhor no Santiago Bernabéu foi...Xavi. O Barcelona, sob a batuta do médio, foi sempre mais equipa do que o Real Madrid e descolou no topo da classificação com uma vitória inequívoca (2-0) com golos de Messi e Pedro. Os milionários merengues perdem terreno no único objectivo que lhes resta neste final de temporada e as bancadas voltaram a pedir a cabeça de Pellegrini.



Apesar dos olhos e as câmaras estarem concentrados nas individualidades, foi o colectivo que decidiu o clássico que já não é só de Espanha, mas de todo o planeta. Neste capítulo, o Barça foi sempre muito mais equipa, fazendo a bola circular com sentido, contra um Real Madrid que respondia com pontapés em profundidade à espera das arrancadas de Cristiano Ronaldo e Higuaín. A primeira parte, contra todas as expectativas, foi pouco emocionante, mas já a tornar evidente a superioridade táctica do Barça com Pep a surpreender ao colocar Daniel Alves no lado direito do meio-campo. Pellegrini também procurou inovar, com Van der Vart no lugar de Kaká, uma solução que nunca deu frutos.
O Barça ganhou vantagem aos 33 minutos numa rápida tabela entre Messi e Xavi, com o argentino a receber com o peito e a bater Casillas com um remate de pé direito. O Real Madrid tentou reagir, Cristiano Ronaldo teve uma oportunidade para testar o seu livre «Tomahawk» (acertou na barreira), mas foi o Barça que voltou a marcar, no início da segunda parte, com mais uma assistência de Xavi para Pedro concluir.
Não houve mais golos, mas a segunda parte teve mais qualidade, com o Barça sempre na mó de cima diante de uma Real cada vez mais descaracterizado. Messi contou com mais duas oportunidades soberanas, ambas a passes de Xavi, mas Casillas evitou uma vergonha maior. Pellegrini ainda lançou Guti, Raul e Benzema, Guardiola respondeu com Iniesta, mas pouco mudou no relvado.
O Barcelona passa a somar mais três pontos no topo da classificação, que na prática são quatro (o Barça também venceu no Camp Nou, por 1-0), quando faltam apenas sete jornadas para o final.