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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Atlético perde em Liverpool mas garante final



O At. Madrid perdeu em Liverpool, mas garantiu a presença na final da Liga Europa com um golo de Fórlan no prolongamento, nesta quinta-feira, na segunda mão das meias-finais. Os espanhóis foram heróicos, tiveram José Antonio Reyes em destaque, com Simão a titular, e chegam à quinta final europeia da história do clube!

O Liverpool começou a pressionar desde o primeiro segundo. Benayoun colocou De Gea à prova logo no minuto inicial, e os ingleses soltavam o inferno em Anfield. A pressão inglesa ia e vinha como a maré, ou seja, não era constante. Por isso, o Atlético teve até nesgas para espreitar o golo, que surgiu aos 44 minutos. Para o Liverpool, porém.

Aquilani finalizou de forma soberba o cruzamento de Benayoun, colocava justiça no marcador e empatava a eliminatória em cima do intervalo.

Os espanhóis voltaram bem melhores no segundo tempo. O Atl. Madrid teve posse de bola, controlou o encontro e parecia apostado em jogar o prolongamento. Daí que até final dos 90 minutos o marcador não se tenha alterado. Depois, tudo mudou.

Num jogo louco, Benayoun colocou os «reds» com um pé na final de Hamburgo. Mas o golo do israelita surgiu demasiado cedo e havia tempo para a equipa de Quique Flores reagir. Ainda antes do fim do primeiro tempo do prolongamento, Reyes descobria Forlán e o uruguaio, que já marcara em Madrid, fazia uma rasteira aos ingleses e metia o Atlético na final com o Fulham.

Simão Sabrosa teve depois uma oportunidade de ouro para acabar com a eliminatória, mas o português, em noite de muito suor e pouca inspiração, atirou por cima. A festa soltou-se após o apito final e Quique Flores devolve o clube a um final europeia 24 anos após a última, esta numa competição já extinta, a Taça das Taças.

Os colchoneros buscam agora o segundo título europeu da história, de novo com um português na equipa. Em 1961/62, na Taça das Taças, Jorge Mendonça foi o autor de um dos golos com que o Stl. Madrid derrotou a Fiorentina (3-0), em finalíssima da prova, depois de um empate a um golo na final. Curiosamente, a conquista deu-se na Alemanha, depois do tal empate na final ter sido em Glasgow.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Benfica conquista título europeu inédito

O dia em que se comemora a liberdade vai ficar para a história do futsal do Sport Lisboa e Benfica. Neste domingo, a equipa “encarnada” sagrou-se campeã europeia ao vencer o Interviú Madrid na final da edição 2009/2010 da UEFA Futsal Cup. O feito histórico foi conseguido no prolongamento, graças a um golo de Davi.

É verdade que o primeiro lance de registo pertenceu ao Interviú, num remate à malha lateral de Betão (4’). No entanto, a primeira oportunidade “encarnada” foi bem mais clara. Após um bom trabalho individual, Ricardinho surgiu frente a Luís Amado, tentando-lhe fazer um chapéu, mas o guarda-redes travou o lance de génio com uma boa defesa (5’).


Mas foi mesmo a formação espanhola a chegar primeiro golo. Marquinhos, aos sete minutos, marcou após uma boa iniciativa individual. Depois só deu praticamente Benfica e guarda-redes do Interviú. Luís Amado parou os remates de Arnaldo Pereira (8’), César Paulo (10’) e Davi (11’). Do lado contrário, Borja assustou com um remate ligeiramente ao lado (9’).

Os pupilos de André Lima chegaram mesmo ao empate. Na marcação de um livre, Ricardinho colocou a bola em Joel Queirós e este aproveitou para bater finalmente o guardião do Interviú. Estavam decorridos 12 minutos.

Depois de Luís Amado ter estado em destaque no Interviú, foi a vez de Bebé brilhar na baliza do Benfica. Os remates de Torras e Betão, ambos aos 15 minutos, e de Neto (18’ e 19’) e Daniel (19’) foram bem parados pelo guardião benfiquista. No meio destas oportunidades dos espanhóis, o Benfica também podia ter marcado por César Paulo. Luís Amado defendeu o remate do brasileiro aos 16 minutos.

O início do segundo tempo do Benfica não podia ter sido melhor, já que Arnaldo Pereira conseguiu bater Luís Amado após um passe de César Paulo (22’). No minuto seguinte, Joel Queirós atirou duas vezes ao lado e falhou, assim, a possibilidade de fazer o 3-1.

O Interviú conseguiu depois chegar à igualdade num toque subtil de Betão (24’), sendo que Schumacher ameaçou fazer o 2-3 no minuto seguinte. O esférico passou felizmente por cima da barra.

Com o forte apoio do público, o Benfica voltou ao ascendente no encontro. Foi um período de autêntico massacre à baliza de Luís Amado, que esteve novamente intransponível. Exemplo para as defesas aos remates de Joel Queirós (27’ e 30’), Davi (28’) e Arnaldo (30’).

Depois de um primeiro de algum equilíbrio, o Benfica voltou à carga. César Paulo teve mesmo uma grande oportunidade para fazer o 3-2, mas o chapéu a Amado foi bater caprichosamente na barra (36’). Passados alguns segundos foi a vez de Arnaldo ver o guarda-redes do Interviú evitar o golo “encarnado”.

O campeão europeu só criou perigo no último minuto do desafio, mas Bebé voltou a estar em grande plano, defendendo bem um livre de Neto e um remate de Schumacher.

Davi marca golo histórico

Com o empate no tempo regulamentar, a partida foi para prolongamento. Na primeira parte, o Benfica dominou por completo e marcou um bom golo por intermédio de Davi (3’). Só não foram mais golos porque César Paulo acertou na malha lateral e Ricardinho na trave, isto para não falar de duas boas defesas de Amado, precisamente a remates de Ricardinho. O Interviú só conseguiu incomodar Bebé antes do golo da Davi. Foi numa iniciativa de Betão.

Na segunda parte do tempo extra, o Interviú arriscou no cinco para quatro, mas o Benfica conseguiu controlar as acções do adversário e segurar, assim, o precioso resultado.

Depois de ter perdido com o Interviú na final de 2004, o Benfica alcançou o feito histórico que tanto procurava desde então. Uma conquista que jamais será esquecida pelos 9.400 espectadores que marcaram presença no Pavilhão Atlântico.


sexta-feira, 2 de abril de 2010

BENFICA NA FRENTE DA ELIMINATÓRIA


Uma noite europeia a fazer lembrar as velhas jornadas de glória continental do Benfica, presenciada por mais de 62.000 vibrantes espectadores, que criaram uma atmosfera perfeitamente à altura de um jogo tão importante. Com a Europa de olhos postos nesta batalha de velhos conhecidos, as duas equipas ofereceram um espectáculo de grande intensidade e de grande espectacularidade.
Jorge Jesus apostou em Aimar para o lugar de Saviola, lesionado, e manteve a configuração da equipa nos restantes postos. Os primeiros instantes da partida foram algo indefinidos, com o Benfica claramente a tentar colocar-se em cima do adversário, mas um pouco a testar o adversário para perceber como o fazer. Não deu tempo o Liverpool, que aos nove minutos aproveitou a passividade da defesa benfiquista para abrir o activo, na sequência de um livre cobrado por Steven Gerrard e concluído por Agger.
O Benfica após o golo sofrido, partiu para cima do adversário com tudo, asfixiando quase por completo os ingleses. Criou imensas oportunidades, com Cardozo à cabeça no capítulo dos falhanços, com lances capitais que desaproveitou. O caudal ofensivo do Benfica claramente fez mossa na defesa do Liverpool, que cedia por todos os lados. Infelizmente, a finalização esteve desastrosa, e o Benfica saiu para o intervalo em desvantagem, após ter criado lances claros de golo que dariam para ir para intervalo já a golear.
A segunda parte nesse aspecto foi diferente. Com o Liverpool a jogar reduzido a 10 elementos por expulsão de Babel ainda na primeira parte, a equipa inglesa procurou fechar os caminhos da sua baliza tanto quanto possível, e ter fé em Fernando Torres. Em abono da verdade, essa estratégia não surtiu grande efeito, visto que o Benfica continuou a carregar sobre o Liverpool, e continuava a encontrar espaços para jogar. Mesmo sem Saviola, Aimar foi conseguindo abrir espaços no meio campo adversário, estando em destaque juntamente com Fábio Coentrão e Di Maria que do lado esquerdo deram água pela barba aos ingleses.
Foi com inteira justiça que Cardozo cobrou a grande penalidade que repôs o empate, sendo pouco depois atingido incrivelmente na grande área, sem que o árbitro marcasse o que quer que fosse. Foi aliás mais uma arbitragem sem nível num jogo europeu, algo infelizmente já demasiado comum nas competições europeias deste ano. Houve ainda um segundo lance no mínimo duvidoso, quando um jogador do Liverpool intercepta um remate de Carlos Martins com a mão, dentro da grande área. Finalmente lá viu o árbitro nova mão dentro de área, com nova grande penalidade a beneficiar o Benfica, e novamente concretizada superiormente por Cardozo.
Antes do 2-1, Fernando Torres teve nos pés um golo certo que, a meu ver, poderia sentenciar até a eliminatória. Felizmente a finalização foi muito deficiente, e permitiu ao Benfica somar um triunfo mais que merecido, e que só peca por escasso, tamanho o número de oportunidades desperdiçadas durante os noventa minutos.
Jesus durante o jogo foi mexendo na equipa, e esteve a meu ver bem ao tirar Carlos Martins de jogo, hoje muito apagado, muito trapalhão e com consecutivas perdas de bola. Mas esteve mal ao lançar Nuno Gomes (para o lugar de Maxi), sobretudo quando Kardec se tem mostrado muito efectivo sempre que entra em campo. O 21 entrou sem fulgor, fazendo pouco mais do que segurar a bola em três ou quatro lances, e falhando um passe clamoroso à entrada da área adversária que permitiu o contra-ataque já referido desperdiçado por Fernando Torres.
Ruben Amorim também entrou com o pé esquerdo, mas encarrilou rapidamente para emprestar à equipa a sua habitual solidez exibicional. Airton entrou numa fase já de alguma contenção, após a obtenção do 2º golo. Curioso como Javi jogou praticamente como um 3º central depois da saída de Maxi, jogando nessa fase Ramires e Coentrão como dois alas puros, bem abertos, e claramente dirigidos à área adversária. O espanhol fez aliás um jogo fantástico, e foi sem dúvida ele o pilar desta saborosa vitória. Em grande estilo, sempre seguro nas acções defensivas e na imediata transição para o ataque.
De negativo hoje, destacaria uma exibição pouco conseguida de Maxi Pereira, algo desconcentrado a ocupar os espaços em situação defensiva. Carlos Martins teve uma noite para esquecer, e também Nuno Gomes como já referido nada acrescentou à equipa. Destacaria a presença de Luisão, sempre imperial a defender e a dar claramente o mote para David Luiz arrancar uma segunda parte estrondosa depois de um primeiro tempo muito hesitante e nervoso. Aliás, os dois centrais foram amarelados na primeira parte, e aguentaram muito bem essa limitação até ao final.
Ramires e Di Maria fizeram os dois uma exibição semelhante, nunca se mostrando muito exuberantes, mas os dois sempre muito presentes nas acções ofensivas que o Benfica com sucesso ia construindo. O argentino aliás arrancou algumas jogadas de enorme perigo, uma das quais resultou na marcação da segunda grande penalidade. Aimar fez uma bela exibição, mais activo sobretudo no segundo tempo em que a equipa do Liverpool quis fechar mais os caminhos. A capacidade de transporte de bola que Aimar evidenciou foi crucial nesse período, e permitiu arranjar espaços para os colegas. Cardozo teve nova noite não, que nem os dois penalties convertidos apagam. Está muito pouco confiante nas situações de finalização... com a quantidade de jogo que lhe chega bem dentro da área adversária, tinha obrigação de fazer mais e melhor.
Está tudo em aberto para a segunda mão, mas o Benfica por muito que tenha sofrido um golo em casa, vai a Liverpool com uma vantagem real na eliminatória. Será preciso cabeça e estofo para enfrentar o ambiente dificil de Anfield Road. Quanto aos argumentos técnicos e tácticos, já ninguém duvida que o Benfica pelo menos iguala o seu adversário. Vai ser certamente um grande jogo, e esperamos que com um desfecho favorável ao nosso clube.
E assim passou mais uma grande noite europeia. Aconteça o que acontecer doravante, o prestígio e o respeito pelo Benfica na Europa são de novo uma realidade. Só por isso já valeu a pena!